A vida de uma garota de 30 anos

Aqui escrevo livremente, ora em textos longos, ora mais curtos. Sobre tudo o que eu quiser. Sem domínio. Levo o conhecimento a sério, muito mais do que levo as pessoas em geral. Mas um bom tanto das coisas que digo aqui é puro "achismo". Coisa da minha cabeça mesmo. Revelo todas as minhas fontes sem fazer caso. Não tenho síndrome de original, apesar de reconhecer que quase tudo à nossa volta é deveras "desoriginal". Perdemos o gosto pela singularidade das coisas e todos desejamos ser iguais uns aos outros. Observo à distância, procuro não me envolver com mesmice.


Sou uma garota simplesmente porque sempre me sinto muito moleca perto das mulheres e dos homens. Eu gosto da brincadeira e do encantamento das crianças. E, em todas as histórias, as garotas são sempre fascinantes à sua maneira. Acontece que eu tenho 30 anos e daqui para frente vou ter para sempre mais de 30. Mas me vejo assim, garota sem domínio porque sou um tanto "bicho do mato", mesmo vivendo em uma das maiores capitais do mundo, um tanto agressiva, por ser reta como uma flecha. Gosto de pensar que sou também brincalhona e que, como as crianças, me sinto em casa com aquilo que é sincero. É porque eu gosto de coisa de verdade. Me divirto e me distraio conhecendo um pouco de tudo. Quanto aos meus gostos, não tenho muito meio termo. Faço a minha seleção.

Gosto de arte em todas as suas formas. Vejo a vida por meio dela. Nessa seara, vou do cânone ao disruptivo em busca da arte grande, aquela que se afirma sem medo. Vou da orquestra ao funk, da literatura clássica aos quadrinhos e fanfics, de Byron a Augusto de Campos. Tenho adoração pelos poetas, os mestres que dizem muito com poucas palavras; mas gosto também de ler diários e romances, de me prender aos detalhes da vida miúda que transformam os escritores, por meio do desfile de minúcias, em pessoas comuns. Gosto de construir a minha miscelânea: vou de Rembrandt ao crochê dos tapetinhos de casa de vó, abraço todas as esculturas, escuto todos sons, admiro todas as pinturas rupestres. Passo do Rococó ao caipira sem afetações. Amo os filmes, os desenhos infantis, os animes, o teatro, a comida chique e a comida caseira. Tenho adoração pelo futebol. Aprecio os jogos como batalhas épicas de grandes heróis da Antiguidade.

As Humanidades são o campo de estudo que estou em contato constante. E tenho curiosidade genuína pelas outras áreas da vida. Mas não me venha ser vil!!! Gosto de tudo feito com amor.