A vida de uma garota de 30 anos

Diário (4 de setembro)

Maior TPM de todos os tempos. Que coisa louca. Estou em dúvida sobre tomar ou não tomar café. Quero pelo gosto e pela delícia, mas tenho medo dele me despertar a enxaqueca.

Meus parentes (os de todo dia e os distantes) saíram hoje cedo para viajar para o interior, e eu fui acordada, no primeiro dia da menstruação, aquele em que sai só uma gotinha e eu me sinto totalmente inchada, às 6h da manhã com um barulho tremendo. Pessoas falando alto e coisas arrastando. Rolei na cama, mas não consegui dormir de novo. Eles me ligaram, por engano, só pra fazer o celular tocar mesmo, às 8h30. Pareciam especialmente empenhados em me acordar.

Ainda não me sinto disposta o suficiente para começar a trabalhar ou fazer qualquer outra coisa, por isso penso que poderia tomar um café.

Tenho dois textos sobre Sylvia Plath que pretendo fazer para o blog, mas nem eles me apeteceram. Ontem pensei que eu ia ler até dormir, mas li por cerca de 1 hora e depois fiquei assistindo ao YouTube shorts por mais 2 horas, quase madrugada a dentro. Hoje de manhã, mesma coisa. Fiquei na cama por cerca de 1 hora, bombardeada pelos vídeos curtos.

Não quero me culpar, mas sinto também um pouco de asco dessa situação. No entanto, estou de TPM e ela pode justificar essa rendição às telas. Ainda não chorei. Pode ser por isso que estou assim, meio à beira do abismo às 9h30 da manhã de uma sexta-feira.

A sorte é que às 13h eu tenho terapia. Talvez mais tarde eu assista a algum filme de Harry Potter, porque eles sempre enchem o meu coração de amor. Entre o feed infinito do YouTube shorts, assisti a uns recortes de Easy A, outro filme que pode virar opção para a noite de hoje.



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