Páginas do meu sketchbook #1
Bom dia, pessoal!
Hoje o dia está lindo. Já, já começa o meu curso sobre Ártemis na USP, faz um sol maravilhoso, um ventinho gelado. Já, já também vou preparar um cafezinho, porque não tomei essa bebida dos deuses a semana toda. Tudo nos conformes, no auge do bom humor, mesmo que a vida apresente tantas outras coisas que deveriam nos derrubar. Incrivelmente, não tem dado certo. Sigo firme e forte, de vento em popa. Quando vamos nos encaixando em nós mesmos, percebemos que a vida sempre pode ser maravilhosa.
Então, conforme pensei nesses últimos dias, vou começar hoje a sessão “Páginas do meu sketchbook” aqui no blog! Algumas dessas páginas já foram vistas por olhos que não os meus, outras ainda estão envergonhadas diante desse olhar. Decidi trazer as páginas que, por algum motivo específico, me agradam. E aí vou comentando um pouquinho com vocês sobre elas, de forma breve, eu espero.
Vamos lá!

Essa primeira página que eu escolhi foi para deixar bem evidente que o sketchbook é, ao mesmo tempo, um lugar para estudos mais sérios e coisas mais soltas, tudo misturado. Ele é meio como esse blog. Acho que a essa altura vocês já perceberam que gosto de misturar o sério com o bobo, o estudo com a piada, o belo com o feio. Na vida sou meio assim, meio a meio.
A parte da esquerda é um estudo de pés do Curso de desenho Charles Bargue. Esse livro tem uma proposta bem autodidata mesmo. Você aprende por observação e insistência. Se você quer aprender à sua moda, sem muitas intervenções, ele é uma ótima ideia. O trabalho central é copiar as pranchas que trazem os modelos quantas vezes você quiser. O livro começa com desenhos mais simples, com várias dessas linhas dando orientações, e, depois, passa para coisas mais complexas.

Vou deixar aqui também o vídeo do YouTube de onde peguei essa recomendação. A Bia Prado é muito inteligente e tem uma didática maravilhosa. Aprendi bastante com ela.
O lado direito, mais solto e brincalhão, funcionou para fazer alguns testes de cores de aquarela. Algumas delas são brilhantes, da Pestilento, mas talvez não tenha dado para perceber na foto que eu tirei nessa manhã ainda não muito clara. Eu queria fazer um quadro usando essas estrelinhas douradas, e acabei ainda não fazendo. Mas já tenho inúmeros rascunhos dele no sketchbook, que mais pra frente posso mostrar também.
Gosto de deixar esses quadrados de aquarela no sketchbook porque depois eles funcionam como testes sobreposição, como um fundo no qual sobreponho outras coisas, como lápis de cor, giz pastel, marcadores.
O meu detalhe preferido dessa página é a pequena maçãzinha desenhada dentro de um dos testes de aquarela. Ela foi feita com o pastel oleoso Gallery, da Mungyo, no mesmo dia em que o comprei. Quis logo testar como ele ficaria sobreposto a um fundo avermelhado. Amei o resultado. E me apaixonei perdidamente por esse pastel. A caixinha tem apenas 12 cores, mas consigo atingir cores complexas, que evocam profundidade, com pouco esforço.
Agora ele custa uma fortuna, mas na época consegui pagar 60 reais com a taxa de importação incluída, acreditam? Fico sempre na espreita para ver se pego alguma promoção dele por aí.

Por hoje é isso, pessoal.
Tenham um lindo dia, um final de semana radiante e um ótimo início de BEDA.
Com amor,
Uma garota de 30 anos
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