A vida de uma garota de 30 anos

Como andam as coisas

Eu quero saber a quantas anda você
Se está zen ou deprê
Up to date ou tipo demodê
Quero saber a quantas anda você
Se popular ou privê
Se animada ou blasé

Se está longe numa sonda
Espacial em Marte, além do que os olhos podem ver
Ou num deserto esperando
A próxima miragem, sem ter alguém para onde correr
Ou por aí, em qualquer parte, vendo a sessão da tarde na TV1


1.

Os últimos dias estão sendo um pouco ansiosos. Desde que comecei esse novo trabalho, me sinto mal quando fico longe de aparelhos tecnológicos, como o notebook e o celular. Nunca fui assim na vida. Nunca tive problema para encerrar as atividades, respirar longe das telas, ter o meu descanso. Parada estranha mesmo. Também tenho muita coisa para fazer e estou retornando ao hábito do cafezinho diário, coisa que há anos eu não fazia. Sinto que isso já começa a atrapalhar o meu ritmo natural da vida. Penso que, como tenho lido nos relatos sobre café do blog rua da feira, o café nos deixa em um estalo inicial de energia e produção que, passadas algumas horas, nos derruba. E aí tomamos outro cafezinho, para tentar retomar esse estalo.

Vou ter que dar um jeito de diminuir esse ritmo, nem que seja diminuindo as coisas aqui do blog por um tempo. Acabei de ler o texto da Yuui e talvez eu tenha que refletir melhor sobre todas essas coisas. Deixar o blog em segundo plano me entristece. Vou tentar fazer com que a solução não seja essa. Mas talvez não tenha jeito. Vocês sabem que eu trabalho lendo e escrevendo, então uma hora fica demais pra cabeça. Veremos.


2.

Vocês se lembram da odiada Matemática? Pois é. Ela deve ter rido bastante de mim essa semana ao me ver me descabelando em uma aula de História sobre Iluminismo. A danada deve ter rogado praga: fica aí falando de mim aos quatro cantos... resolve agora essas 15 páginas de Iluminismo, já que você ama tanto. Gente... confesso que ontem eu passei raiva, viu? Eu amo História, vocês já sabem. História da França, modernidade etc. e tal. está também entre os meus assuntos mais queridos, sim, e talvez esse seja o problema. Porque quando amamos as coisas, as conhecemos demais, e aí vemos erros conceituais por toda a parte. Afinal, Louis-Auguste de France, o rei, só se tornou Louis Capet após os revolucionários o “rebaixarem” ao status de cidadão comum. Não podemos sair por aí dizendo que o rei se chamava “Luís Augusto Capeto”, mesmo que nós o detestemos... é impreciso. Seja porque mistura o nome “Augusto” (nome que designa a mais alta nobreza, desde Roma) com “Capeto” (sobrenome comum de Luís), seja porque não explicamos que toda essa mudança se trata de uma questão política, de uma luta histórica etc. e tal. Ai, meu coraçãozinho.... saudades da Matemática?


3.

Fiquei triste e até um tanto revoltada com a ausência de espetáculo no jogo de ontem entre França e Espanha. A Espanha se classificou para a final, ok, foi merecido. Agora, o que a França fez, gente? Absolutamente nada. Ainda não fiquei encantada com o futebol espanhol, com a exceção, claro, de Lamine Yamal e do operário Mikel Oyarzabal, que trabalha muito e recebe pouco reconhecimento. De resto: Rodri, Dani Olmo, Nico Williams, Pedri não me afetam. Até me divirto com Cucurella, mais pela sua disposição do que pelo jogo em si. Entendo o tiki-taka da Espanha, mas ele me agrada aos olhos? Talvez não. Confesso que ficaria mais feliz com um show de Mbappé.


4.

Ontem, depois de passar o dia todo apaixonada pelo Kakashi, assisti a uns três episódios de Naruto, que estava abandonado desde o início da Copa do Mundo. Sakura finalmente encontrou Tsunade. Que primor! Que ternura! Que beleza, não só visual, mas de sentimento, de emoção. Naruto mexe com a gente dentro do coração mesmo.


5.

Estou com uma vontade louca por sashimi, coisa meio insaciável mesmo. Ontem fui em um restaurante por quilo que faz alguns rolinhos e comi uns 5 hossomakis. O problema do niguri lá é que eles colocam muito molho tarê em cima, e aí preferi não pegar. Eu como sushi toda a sexta-feira em outro restaurante por quilo aqui perto. Semana passada eu não fui. Deve ser por isso que estou sentindo essa vontade de louca.


6.

Segunda-feira fui na biblioteca aqui perto para dar uma folheada em uns livros. Biblioteca é o melhor lugar do mundo. Pena que estava muito frio e eu saí despreparada. Não consegui ficar muito tempo.

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7.

Eu ganhei um apelido, feito pela Joana, do hablaclaro. Gente, eu achei isso inacreditável! Adorei!! O apelido é “semmy” de “semdominio” HAHAHAH Fantástico!


8.

Enquanto eu pensava nesse pequeno textinho de atualizações, lembrei de “A quantas anda você?”, do Tom Zé. Adoro essa música, acho que ela tem um ar divertido, uma curiosidade genuína, uma coisa que não julga. Tom Zé também é o máximo. Estou pensando em fazer um texto sobre os meus álbuns preferidos dele, e de Caetano, e de Gil, e de quem mais eu tiver escutado vários álbuns.



Por hoje é só, pessoal! A Matemática nem vai sentir tanto a minha falta, afinal, hoje e amanhã eu sou toda dela.


Beijos,

Uma garota de 30 anos



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  1. Tom Zé. A quantas anda você? Vira lata na Via Láctea, 2014.