A vida de uma garota de 30 anos

Lionel Messi para sempre

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Podem começar a me xingar, eu não estou nem aí. Ninguém possui um argumento que me convença a não torcer por Lionel Messi. Que culpa tenho eu se ele nasceu argentino? Por poucos quilômetros ele não cai por aqui, em terras brasileiras. Mas, sendo bem sincera, isso realmente importa diante da grandeza da arte?

Messi não é um jogador de futebol, ele é o futebol.

A cada partida, Messi nos mostra que ainda não conhecemos esse jogo por completo, e nos revela outra forma de ser futebol. Ninguém é capaz de inventar 3 gols em 12 minutos em um jogo mata-mata na maior competição do mundo. Messi não só marcou um dos gols com os pés, mas conduziu com a mente, apontou o caminho com as mãos, capitaneou os 10 amigos, perdidos em campo durante 80 minutos, embasbacou seu próprio técnico. Convocou a torcida, apreensiva, para se empanturrar no desbunde. Levou os 46 milhões de argentinos, e quem quisesse se juntar a eles, à loucura. Foi às lágrimas por minutos ininterruptos.

A força da vida tem de ser maior do que a nossa consciência, que é, diria o filósofo, o órgão mais fraco do nosso corpo1. Tem coisa que não se pode resistir, é o destino. Lionel, não tem como não ficar “arriadin por tu”.


E a rivalidade Brasil e Argentina? Vamos deixar isso nas mãos dos reis e dos deuses...

Quem sou eu, Maradona?
Quem é você?
Você quer ser eu, e eu quero ser você.




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  1. “A consciência é o último e derradeiro desenvolvimento do orgânico e, por conseguinte, também o que nele é mais inacabado e menos forte. Do estado consciente vêm inúmeros erros que fazem um animal, um ser humano, sucumbir antes do que seria necessário, “contrariando o destino”, como diz Homero. [...] A tarefa de incorporar o saber e torná-lo instintivo é ainda inteiramente nova [...]”. Friederich Nietzsche. A consciência in A gaia ciência. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. P. 61.