A vida de uma garota de 30 anos

Organização dos estudos & outras coisitas mais

Gente, estou super influenciada por vocês nesses últimos dias!! Depois de ler esse texto da Mikah, resolvi me organizar melhor em relação aos meus estudos.

É o seguinte: vocês já devem ter percebido que eu tenho interesses variados (estudos naturais, Grécia Antiga, Astrologia, idiomas etc. e tal). Pois bem. Eu não tinha feito, até hoje, um plano geral de cada um desses estudos. Sempre fui fazendo só o que me dava na telha.

Acontece que isso meio que retira a constância desses estudos porque às vezes nem sei o que exatamente eu tenho que fazer.

Decidi tentar montar um plano, mesmo que eu não goste de uma rigidez exagerada, de uma disciplina encarceradora. Por isso, é importante também vocês saberem que eu encaro os planos não como uma rota imutável, mas como um guia para um possível caminho, que pode ser alterado, acrescentado, diminuído conforme as coisas andam.

Então, ontem de noite, fiz uma coisa que eu sempre imaginei que odiaria fazer, mas quebrei a cara e acabei adorando. Parece uma coisa boba, mas ela é importante porque já teve seus efeitos práticos.

Montei um Notion com todos os meus estudos, divididos em categorias e o que eu pretendo fazer em um período breve com cada uma delas. Foi super rápido. Peguei um template que já estava mais ou menos como eu queria e fui alterando para deixar do meu gosto.

E, talvez porque o design ficou super lindinho ou porque eu passei a visualizar esse plano inteiro diante de meus olhos, já pude dar, ontem mesmo, os meus primeiros passos. Por isso que eu disse que é uma coisa boba, mas efetiva.

Deixo aqui uma imagem de como o Notion ficou até agora.

Efeito prático: ontem mesmo já comecei a primeira lição do curso de italiano, que estava enrolando o final de semana todo para fazer.


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Agora, um breve resumo sobre o que eu decidi em relação aos três idiomas que eu tinha pensado em estudar inicialmente.


Sobre o italiano: decidi que vou mesmo estudar por conta para depois me matricular em uma turma mais avançada. Afinal, na melhor das hipóteses essa matrícula postergada ficaria para outubro, e, na pior delas, para janeiro. Como vou começar um trabalho em um lugar novo em setembro, achei melhor me conter com as novidades, uma vez que vou precisar de adaptação nesse período. Vou precisar conhecer minimamente o dia a dia do trabalho e, principalmente, a carga horária e mental que ele vai me exigir.

Se for coisa tranquila (e eu torço muito para que seja!!), aí consigo fazer o curso de italiano sem medo. E, até lá, pretendo conseguir estudar para a prova das turmas mais avançadas com um material da USP, que deixo aqui só para caso algum aventureiro deseje embarcar nessa também.


Sobre o inglês: vou estudar por meio dos livros dos naturalistas, como eu já tinha pensado.


Sobre o francês: eu achei que me atrapalharia mais do que ajudaria nesse momento. Como é uma língua muito próxima do italiano, fiquei com medo de ficar confundindo as duas coisas. O francês é demais, e é até mais importante nas áreas de estudo que eu tenho interesse do que o italiano. Mas o italiano é o que desperta a minha paixão. E, para o bem e para o mal, isso é o que me move.



Agora, e sobre a possiblidade de ver gente que essas aulas me trariam? Pois é... não vai ser nesse lugar, pelo menos por enquanto. Pensei que, se esse sentimento continuar batendo forte em mim, posso fazer um curso de alguma outra coisa que não exija um comprometimento de estudos a longo prazo, como costura, que é algo que eu também quero fazer há um tempo, ou algum curso de desenho. Então, para ver gente, desenho ou costura. Para estudar: italiano, primeiro, em casa. Depois, no curso, também com gente.



O legal de ver tudo organizadinho no Notion é que, misteriosamente, dá vontade de avançar para que as coisas fiquem feitas. Pode parecer óbvio para muita gente, mas eu nunca segui algo como um cronograma de estudos, mesmo quando eu fiz pesquisas longuíssimas e coisas acadêmicas. Tinha, sim, uma disciplina para fazer as coisas acontecerem. Mas não tinha visão geral de coisa nenhuma.

Também tenho um novo projeto de pesquisa meio abandonado... quem sabe essa organização me ajude a finalizá-lo.

O problema do projeto de pesquisa é que eu não sei mesmo se eu quero pesquisar isso, sabe? O problema da vida acadêmica é que a gente fica profundamente imerso em um assunto por alguns anos. Dizem as más línguas que uma pesquisa de mestrado dura no máximo dois anos, mas isso é mentira porque para fazer o projeto de mestrado você já estudou pra caramba e por bastante tempo, talvez até mesmo por alguns anos.

Você não tirou tudo aquilo da sua cabeça do nada: as hipóteses, o campo de pesquisa, o levantamento bibliográfico, a metodologia. Ou seja, você já sabe tudo aquilo de algum lugar. E, quando a gente quer mudar de área, fica aquela sensação: vou tirar tudo isso de onde?

Então esse novo projeto caminha meio por aí. E, ao lado dele, passei a ter também outros interesses, até mais apaixonados do que essa ideia inicial. Enfim, veremos. Estou pensando em tomar tudo isso como uma grande viagem, na qual ainda estou recolhendo, nesses anos prévios ao projeto, as coisas que me saltam aos olhos.

O que eu preciso, isso sim, é organizá-las para que quando eu comece a fazer de fato o projeto elas estejam na minha cabeça de modo mais fácil – pelo menos mais fácil do que se eu tivesse que voltar e estudar tudo de novo.

Quando eu fiz a minha primeira pesquisa acadêmica, a iniciação científica, meu orientador me disse que era necessário que a gente pesquisasse alguma coisa que amamos muito ou alguma coisa que odiamos muito. Porque é preciso sentir muito para ficar imerso tanto tempo naquilo ali. É verdade.

Talvez as minhas pesquisas acadêmicas tenham me esgotado em tanto amor e tanto ódio que não fui capaz de continuar nesse rumo.

Hoje, quando penso que poderia fazer outro mestrado ou um doutorado (ou mesmo um artigo!!), me sinto meio entusiasmada e meio amedrontada (não porque não me sinto capaz, mas porque sei exatamente o quanto isso exige). Na primeira vez a gente vai na cara e na coragem da juventude, e sai por aí achando que aguenta tudo. Isso quer dizer que a gente tem que deixar de fazer as coisas? Não! Mas que, se a gente se organizar e for mais preparado para encarar as situações, talvez seja diferente o gosto da vitória.



Agora uma coisa que parece não ter nada a ver, mas tem.

Influenciada pelo Kay, fui atrás de comprar a minha revistinha de Sudoku na banca de jornal em pleno 2026. Gente, que delícia é isso aqui!!

Eu já tinha praticado nos apps da vida, mas na revistinha é muito mais legal. Enfim, o próprio Kay já explicou no texto dele várias vantagens das revistinhas, e eu assino embaixo. O app te traz muitas facilidades, e isso impede que você desenvolva essas coisas por conta própria.

Ontem comecei intercalando com o trabalho alguns mini Sudokus. Consegui resolver o mais rápido em 2 minutos. Aí achei que estava boa para partir para o Sudoku nível fácil, e fiz o meu primeiro em 13 minutos e 17 segundos. Estou animada para continuar intercalando com as revisões, e, assim, fazer mais pausas durante o meu dia.

Ah, e eu disse que “parece que não tem nada a ver, mas tem” pelo seguinte motivo. Às vezes, quando a gente tá resolvendo o Sudoku, é fácil ficar preso em uma ideia fixa, querendo descobrir exatamente qual número vai naquele quadradinho específico. Mas o negócio é que a gente só vai descobrir se a gente preencher algum outro. Então, temos que saber ter o famoso o jogo de cintura, a capacidade de mudar de ideia, de recalcular o plano. Com o treino, nosso cérebro vai fazendo isso de forma cada vez mais rápida. Passamos a pensar: se o 4 está aqui, não pode estar ali. Se aqui tem um 2 ou um 8, ali só pode ser um 9. Coisas assim.

Isso ajuda a ter um olhar mais amplo, um plano mais geral. E, assim, posso aplicar esse pensamento também nos meus estudos: quero ficar menos perdida em coisas pequenas, menos sem rumo, menos afogada sem nem saber no quê. Quero ver com mais amplidão.



Valeu, Mikah, valeu, Kay, por me emprestarem os seus olhos – e a sua forma de ver a vida – por alguns minutos. Vai que isso muda tudo por aqui, né não?



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