Saldo do feriado
Seguem atualizações de caráter totalmente pessoal sobre o meu feriado. Talvez nada disso seja tão interessante assim, mas prometo que em breve trago coisas mais gerais. Esse feriado foi super agitado para os meus parâmetros. Muita gente, muita falação, muita comida. Estou agora mesmo escrevendo isso aqui e tomando um chazinho para digestão.
Fiquei com uma vontade louca de aprender a fazer bordado russo. Do nada mesmo. Me pareceu relaxante. Estou pesquisando os materiais para comprar e talvez eu vá no centro da cidade para ver se encontro um preço mais barato.
Também organizei várias coisas que estavam se acumulando descontroladamente. Finalmente consegui dividir todos os meus estudos e suas inúmeras anotações em respectivas pastas e cadernos. Tudo foi feito na base de deixar a zona acontecer para depois ir dividindo em categorias. Por enquanto, temos:
- Arqueologia
- Antropologia
- Artes
- Astrologia
- Estudos naturais
- Grécia e Roma (Antiguidade)
- História e Sociologia do Brasil
- Idiomas
Separei roupas para doação e anotei coisas que preciso comprar de higiene pessoal. É aquela famosa história: quando um frasco de desodorante acaba, vai acabando sabonete, condicionador, soro para limpar o nariz... tudo ao mesmo tempo! Quando a gente vai ver, tá gastando fortunas depois de passar semanas sem se preocupar com esse tipo de compra.
Como comentei com vocês no microblog, além do meu entusiasmado mergulho na Antropologia, teve um churrascão por aqui. Eu queria ter boas notícias e dizer para vocês que foi tudo mil maravilhas, mas vocês sabem que a minha interação com os humanos é sempre um pouco complicada. Dessa vez, teve coisa boa e também teve coisa ruim. Acontece que elas estão meio que conectadas e, por isso, fica difícil saber qual é mesmo o “saldo do feriado”. Como já explicado pela Mikah, vou escrever sobre isso para dar nome aos bois e, quem sabe, desafogar algumas coisinhas que moraram no meu peito nesse feriado.
Por exemplo: brinquei de pular corda com duas irmãs que são crianças e estavam aqui pela primeira vez. Foi tudo muito legal e aparentemente tranquilo à primeira vista, mas eu sou uma pessoa sensível para aquilo que chamamos do “clima”. Então eu sentia, mesmo em meio à brincadeira, que o clima estava ficando tenso. Descobri que depois que elas subiram um pouco para o apartamento rolou o maior quebra pau. Todos os envolvidos estavam chateados com a situação.
Outro exemplo: assisti ao documentário Jane (2017) sobre a Jane Goodall e seu estudo sobre os chimpanzés. Achei aquilo ali o máximo. Sempre me fascino com seres humanos que sabem interagir com animais. Fico mais chocada ainda quando esses seres humanos fazem descobertas históricas, traçam laços incomuns, se entregam de corpo e alma, enfim, demonstram uma sensibilidade animal para aquela coisa.
Pois eu estava tranquilamente no churrasco falando sobre como gosto de ver animais na vizinhança. Gosto que eles fiquem lá e eu cá, que sejamos como vizinhos mesmo. Que eles levem a vida deles e eu leve a minha, mas que, nesse meio do caminho, a gente se encontre por aí. Falei como amo os gatos que nos rondam.
Me responderam que só existe uma relação possível com os animais: punição e recompensa.
Gente, o meu queixo faltou cair da minha cara. Agora pensando aqui com vocês, talvez o meu erro tenha sido tentar argumentar. Conversa inútil, papo furado, sabem? Não levaria a lugar nenhum. Mas fiquei lá contando que assisti ao filme da Jane Goodall e que os estudos dela eram impressionantes. As imagens, ainda mais. Não adiantou nada. Tentaram, a todo custo, me “provar” que os macacos são sempre violentos1. Que era impossível ela estar ali junto com eles na floresta. Que, com certeza, existiam homens armados ao redor deles. Argumentaram que os macacos orquestram “guerras civis”, como no Planeta dos macacos. E ainda me chamaram “indiretamente” de teimosa: “nossa, você não dá o braço a torcer, né?”
Fazer o quê? Talvez eu seja meio fantasiosa como a Jane Goodall e torça sempre para que o impossível aconteça.

Sei que para algumas pessoas interações como essas passam batido. Mas esse tipo de conversa desagradável fica habitando em mim por dias. Não que eu fique remoendo, pensando que deveria ter dito isso ou aquilo, que poderia elaborar melhor um argumento. É mais no sentido de: puts, poderia estar em qualquer outro lugar, fazendo qualquer outra coisa, só para não ter que ouvir essas abobrinhas! Ao mesmo tempo, sei que é bom “socializar”. O meu problema é sempre: socializar é bom, mas exatamente com quem? Essa é a questão.
Só para não abandonar vocês, leitores dessas divagações cotidianas, em uma vibe para baixo em plena terça-feira pós feriado, trago também amenidades.
Sigo firme na minha missão de assistir aos episódios fillers de Naruto. Em um desses episódios, Naruto, Sakura e Chouji se reúnem para ajudar o dono da barraca de lámen a salvar a sua filha. Para isso, tiveram que cozinhar utilizando suas habilidades ninja. Eu amei tanto esse pedaço do episódio!! Achei a coisa mais fofa.
Também assisti ao filme Doutor Estranho (2016), e vai sair um ou dois textos sobre ele nos próximos dias. Fui ao Starbucks para dar uma voltinha e tomar meu chocolate gelado preferido, caminhei bastante e fiz uma yoga muito restauradora. Saí de lá zerada.
Conversei horrores com meus porteiros sobre futebol. M. é corinthiano e está na fase da descrença total. Papeamos um pouco para consolar. Eu disse para ele que o São Paulo também não está lá aquelas coisas, mas isso não ajuda muito porque, depois de perder de 4 a 0 para um dos maiores rivais, pouca coisa é capaz de fazer animar.
Ando revendo alguns episódios de Friends da primeira temporada e não consigo me decidir sobre quem eu acho mais lindo: Chandler ou Joey.

Deixando a questão de quem é mais lindo para lá, antes eu pensava que o Chandler era o meu preferido entre todos, mas, agora que eu estou revendo alguns episódios, o Joey tem ganhado o meu coração. Joey é basicamente um personagem famoso por “ser burro”, mas eu acho que ele tem um tipo de inteligência prático.
Por exemplo: nessa leva de episódios, assisti àquele em que ele ajuda uma mulher que acabou de conhecer a dar à luz. Inclusive esse é o primeiro episódio no qual Joey contracena com a June Gable, atriz que, nesse episódio, faz o papel de uma enfermeira, mas mais tarde se consagrará como a esplendrosa Estelle, sua agente sempre disposta a armar as maiores presepadas.
Nesse episódio, Joey rapidamente percebe que a grávida desconhecida ama basquete e imediatamente fica no quarto de hospital com ela, jogando papo fora sobre os times e os campeonatos para a distrair do nervosismo. No final, depois de participar de todo o parto, compra uns balões para o recém nascido, mas aí o pai da criança já entrou em cena e ele deixa o casal ser feliz com o novo serzinho que veio ao mundo. Joey nos mostra que “ser burro” é diferente de ser inútil. Por isso que eu nem acho tão justo esse título que ele leva de graça.
Pretendo voltar nos próximos dias com boas novas, ou pelo menos melhores do que essas!! Há tempos quero escrever um texto sobre a Rachel e a série Friends para colocar aqui no blog. Quem sabe não vem uma coisa assim por aí? Mais leve e mais feliz.
Que os deuses da mudança me tragam novos olhares para a vida durante essa semana (e também para quem mais precisar). Que eles me façam esquecer de todas essas baboseiras que citei anteriormente.
Com amor,
Uma garota de 30 anos
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Ok, só para deixar claro: eu não estou fazendo aqui uma fantasia inocente de pensar que esses animais são criaturas dóceis! É claro que eles têm sim as suas violências próprias (se é que podemos chamá-las assim). No entanto, quando me falaram isso, eu logo respondi: sim, os macacos podem se tornar “violentos” em algumas situações. E aí me disseram que os macacos iam matá-la e blá-blá-blá. Eu respondi: “nossa, os macacos podem ficar violentos e matá-la? Não é que eles se parecem mesmo... com os humanos?!?” Pfff... vocês podem imaginar o quanto essa conversa me irritou?↩