A vida de uma garota de 30 anos

Sonho

Ontem de noite voltei para os meus estudos e até atualizei o meu adormecido Notion com as novas possibilidades.


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Comecei o Módulo 1 de um curso chamado Indigenous Canada (com legendas em português) e que pretendo, mais tarde, comprar o restante para fazer até o final. Por enquanto, estou achando bem interessante e com elaborações que vão além do básico que eu já conhecia dos meus estudos antropológicos.

Ontem mesmo conheci dois mitos de criação dos povos inuit e nehiyawak, além de entender alguns aspectos de sua cultura e de sua linguagem que se relacionam com o tipo de território que esses povos habitam. Estou achando o máximo. Depois que eu fechar esse módulo, que é de graça, pretendo começar um outro curso, que achei na mesma plataforma e na mesma Universidade, que é 100% de graça, mas sem legendas em português: Arctic peoples and cultures. Aí, depois, retomo os outros módulos pagos do Indigenous Canada.

De alguma forma, apesar da pesquisa de Nastassja Martin ter sido feita na Rússia, creio que esses estudos complementam, de alguma forma, o que comecei a aprender com a autora de Escute as feras, livro que amei tanto.

Sinto que eu preciso sempre me manter em contato com os estudos. Que isso motiva a minha vida, me abre sempre novas portas dentro da minha cabeça. Quando fico sem estudar, me sinto mais pra baixo, mais tomada por coisas que não me interessam tanto assim. Ontem eu tinha escrito para o blog de manhã e, depois, trabalhado até às 18h. Pensei que eu estava cansada, mas fui, em vez de assistir TV, fazer um rascunho para uma próxima pintura. E, em seguida, me senti motivada a vir assistir a alguns vídeos desse curso. Era cerca de 23h e eu ainda estava aqui, feliz diante daqueles mitos indígenas, cheios de inteligência e de animais esplendorosos.

Quando estudo, vivo uma vida de sonho.


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E por falar em sonho: que sonho doido que eu tive de ontem pra hoje! Sonhei que estava em pleno Morumbi, e o São Paulo estava em uma partida super importante em um campeonato. Estávamos nos classificando para a final, ou perto disso. Era um jogo acalorado e cheio de brigas. O São Paulo fez gol e eu enlouqueci, aí invadi o campo para abraçar os jogadores e ninguém estranhou. Continuei lá com eles. E, quando deu briga, entrei no meio do bololô para brigar com os adversários. Depois me mandaram de volta pra arquibancada como se nada tivesse acontecido, e eu continuei assistindo ao jogo lá.

Estávamos ganhando quando me falaram que eu tinha que sair logo do estádio para pegar o ônibus. Já dentro do ônibus, que dava voltas e voltas ao redor do estádio, eu conseguia ver a torcida tomando as ruas, ao mesmo tempo em que parecia que o ônibus flutuava sobre um mar de gente. Eu filmava tudo porque eu ia postar no blog, e me lembro de ter pessoas ao meu lado que falavam coisas absurdas e eu pensava que teria que editar o vídeo para vocês não ouvirem tamanhas abobrinhas.

Acordei feliz. Adoro esses sonhos meio doidos.


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Hoje acaba também, ao menos para mim, a minha vida de sonho com Lionel Messi. Dizem que este é o último tango de verdade mesmo. Eu já vi tantos “adeus” que se tornaram um “até logo” de Lionel Messi na seleção argentina que não duvido ele voltar. Imagino que hoje a atmosfera será, também, de uma noite de sonho.

E pesadelo mesmo vive o seu amigo-rival, Cristiano Ronaldo, na seleção portuguesa, hein? Eu estava crente na continuidade de Cristiano, uma vez que a próxima Copa do Mundo será em Portugal e, conhecendo o tipo do jogador, ele não ficaria de fora dessa festa de jeito nenhum – seja como jogador, seja como “comissão técnica”, seja como diretor de qualquer coisa da seleção. Sempre achei que Cristiano seria um cara que daria a continuidade para a seleção de Portugal, e que, como Messi, viveria sua noite de sonho (se não na forma da conquista do mundial, ao menos na forma da beleza). Ainda dá tempo de reverter toda essa situação.

Por mim, temos tempo de sobra. Se dependesse da minha vontade, todos eles ainda têm tempo, e Messi, Cristiano, Modric, Lewandowski e companhia ainda jogariam mais uma Copa. Não é que a nova geração não seja boa... mas como esses? Não sei se veremos mais. Outro dia assisti a um vídeo de um jogo do São Paulo “sub 50”, no qual tantos dos nossos ídolos, hoje com mais idade, jogaram contra os europeus da mesma época. E não é que deu vontade de convocá-los todos para jogar no meu São Paulo de hoje? E na seleção: quem é que não trocaria meia perna do Ronaldinho Gaúcho por um Rafinha e um Vini Jr. inteiros? Sei que a vida não é assim, mas sou fiel ao ditado: sonhar não custa nada.


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