A vida de uma garota de 30 anos

Bobeirites do final de semana

Vocês já sabem que todos viajaram e eu fiquei aqui em casa durante todo o final de semana. Mas não pensem que essa minha tão desejada solidão é algo triste. Vou mostrar para vocês todas as grandiosas aventuras que tive nesse final de semana dentro dessa minha toca, na qual preparo tudo para ficar em pleno conforto – de corpo e de espírito.



Primeiro, sobre as refeições: aproveitei para fazer um almoço bem farto no sábado, com sobras mesmo. E, aí, nas próximas vezes que terei que comer sozinha, ou seja, até a segunda-feira no almoço, já fico com tudo meio pré-pronto.

Deixei feito: farofa com cebola, cenoura e cebolinha; beringela com cúrcuma; arroz, feijão e descongelei algumas carnes. Durante as refeições, vou oscilando entre as combinações possíveis. Faço talvez uma salada, acrescento uma ou outra coisa.

Como são os últimos dias da menstruação, não queria ter que depender muito de sair de casa.

E, como não sou boba nem nada, pedi sim duas refeições pelo Ifood. A primeira, totalmente desnecessária, mas muito prazerosa: chocolate gelado do Starbucks. Ah, mas o Starbucks não fica do lado da sua casa? Pois é, gente... mas eu simplesmente não quis ir até lá. E eu estava revoltada porque “tive que” trabalhar no sábado.

Eu já falei para o povo da editora umas 4 vezes que não vou mais trabalhar durante o final de semana e, mesmo assim, eles ficam me mandando coisas por e-mail, cês acreditam? Agora já decidi que se me mandarem de novo vou simplesmente ignorar.

Então me liberei para pedir um chocolatezinho porque estava menstruada & trabalhada no sábado... pelo amor, ninguém merece. Isso vai mudar a partir dessa semana, estejam eles felizes ou não.

A segunda refeição foi um macarrão do América que estou há não sei quantos anos sem comer e amava de paixão quando eu tinha os meus 20 e poucos. Continua bom pra caramba. Para os curiosos: esse prato é o Ceasar pasta, com massa artesanal, frango impecável (não sei nem como eles conseguem atingir um ponto daquele) e um molho que ainda não descobri quem faça melhor e nem como se faz. Dos deuses!



Além de comer bem, também fiz algumas pinturas. Começou com a tal da cúpula de abajur que eu já tinha comentado aqui com vocês. Acontece que isso nem é uma cúpula de abajur, gente. Não sei de onde eu tirei isso. Se trata, na verdade, de uma daquelas lanterninhas de quarto de criança. Peguei meus pincéis, meus tubinhos de tinta acrílica e coloquei em prática a ideia que já estava na minha cabeça há um tempinho. Ficou assim.


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Aproveitei o que sobrou da tinta – e, claro, adicionei mais um tantão às sobras – para fazer uma pintura teste do mar, e acho que ficou legal. Nunca tinha pintado uma paisagem inteira só com tinta acrílica.


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E também completei essa minha página do sketchbook com alguns testes de cor, de pinceladas e de gracinhas.


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Achei que essa tinta fica bem mais vívida do que a aquarela. Cada uma serve para um propósito diferente. Até o momento, não me aventurei muito com a tinta acrílica. Na realidade, eu tinha comprado esses tubos para pintar as minhas cerâmicas frias, e estou enrolando há meses para fazer isso. O processo é muito agradável, e talvez esses testes tenham me feito retornar para a minha ideia original e ir atrás de pintar essas cerâmicas. Quem sabe numa próxima deixo registrado aqui no blog.



Também acabei dançando muito, sozinha mesmo, em casa. Essa é uma coisa que faço muito raramente, e por dançar vocês entendam simplesmente mover o corpo no que eu imagino que seja o ritmo da música. Mas vou lhes dizer o motivo dessa “alegria” toda.

Ontem de tarde, quis fazer uma aula de yoga mais longa, porque a vida no computador durante a semana está acabando comigo. Então, coloquei uma aula de 1 hora na televisão, peguei meu tapetinho e fui pra lá.

Mas antes, tive um estalo, ou uma vontade obsessiva: queria tomar mais um Starbucks. No entanto, eu sei como fazer uma bebida em casa muito parecida com a que eu tomo lá, e, para isso, só me faltava comprar leite vegetal. Fui no mercado e não tinha o leite vegetal que eu queria, massssss tinha esse negocinho aqui, em promoção.


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Fiz a minha aula de yoga, e não tomei nem metade dessa bebida, lá pelas 16h30 da tarde. Antes de beber, eu li o rótulo para buscar informações sobre cafeína. Ele informava que tinha apenas uma “calda de café”, o que eu assumi que era pouco café e que seria de bom tom, talvez um pouco arriscado, mas ainda de bom tom, tomar esse líquido no fim da tarde.

Meus amigos!!! Que bomba. Pode ser que essa energia toda tenha vindo porque eu não estou mais bebendo café há alguns dias e o efeito foi mais intenso em mim? Pode ser. Pode ser que a aula de yoga tenha destravado todo o meu corpo e revelado seu verdadeiro potencial, depois de passar tantas horas engruvinhado em uma cadeira de escritório? Pode ser. O fato é que eu queria sair pulando pelas ruas igual a uma criança, sério mesmo.

E aí, como ia ficando tarde e o sono o cansaço não chegavam, resolvi botar umas músicas e dançar muito. E ri demais, me diverti sozinha, foi maravilhoso. Inclusive dancei muito “Dracula”, como imaginei que meus amigos de séculos passados também pudessem fazer.

O mais engraçado é que o sabor dessa bebida nem é lá aquelas coisas... deixa bastante a desejar. Funcionou só como experimento mesmo, mas como estava na promoção eu acabei comprando 2. Não sei nem o que vou fazer com isso aqui agora.



Aí, como eu não ia dormir nunca mais, resolvi assistir a alguma coisa. Mas como eu estava muito energizada, não queria qualquer coisa. Queria algo meio elétrico também. E então me lembrei que eu ainda não tinha visto o último episódio de Heated Rivalry, a famosa série dos jogadores de hóquei.

A minha assinatura da HBO expirou, em um domingo, às 21h30 da noite. Mas eu não me dei por vencida. Peguei o celular, assinei por mais um mês, só para ver o bendito do episódio. E, gente, como valeu a pena! Que fofura. Foi muito interessante ver esse lado mais amoroso depois de uma relação meio conturbada entre os dois, que queriam, ou precisavam, esconder os afetos e os sentimentos. E (meu deus!!!!) como eles são lindos juntos.


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Ai, gente, eu sei que nessa foto o rosto do Shane não apareceu, coitado. Mas eu amei taaaantoooo essa cena do último episódio que escolhi essa mesmo.


Depois disso, claro que o sono ainda não veio, e eu fiquei até mais tarde assistindo às entrevistas dos atores, Hudson Williams e Connor Storrie, no YouTube. E, ainda depois disso, claro que o sono não tinha chegado, então eu peguei o livro de Heated Rivalry e já li mais de 60 páginas. Foi então que, no meio disso, me lembrei do por que eu tinha parado de assistir a essa série abruptamente. Eu não sei o que eles fizeram com essa obra, mas você fica extremamente viciado em qualquer coisa que tenha a ver com esses dois jogadores. Não sei o que é isso, gente. Me senti até com 15 anos de idade, agindo como uma fangirl.

Isso não é uma coisa ruim. Na verdade, eu acho que é bem saudável a gente se empolgar tanto assim com coisas que a gente se empolgaria aos 15 anos. Eu só fiquei um pouquinho assustada com o tamanho da minha obsessão, e decidi dar uma pequena pausa. Além disso, nessa época eu acompanhava um pouco o fandom no Twitter e tudo virava um grande drama. Agora já deletei o Twitter e fiquei só com a parte boa, que é ler os livros, assistir aos vídeos e a série e rir muito, ficar eufórica, bater o pé na cama de alegria etc. e tal.

Devo ter pegado no sono pra valer mesmo depois das 1h30 da manhã. E, hoje, acordei numa segunda-feira nublada e chuvosa a pleno vapor, às 7h da manhã – sem despertador!! Disposta de corpo, de mente, de espírito. Que coisa louca!

Agora estou torcendo para não ter aquele “efeito rebote”, e que eu possa desfrutar dessa energia nessa segunda-feira sem capotar às 17h30.


Uma ótima semana para vocês, cheia de energia do café doido e de entusiasmo à la 15 anos de idade.


Beijos,

Uma garota de 30 anos



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