Ideias, pequenos acontecimentos e blá-blá-blá
Seguindo nesse ritmo meio borocoxô, sem querer desenvolver muito os meus pensamentos, vamos de listinha de coisas que andaram acontecendo por aqui, ideias que passaram pela minha cabeça e um pouco de blá-blá-blá.
Comprei uma escova de dentes elétrica. Isso é o que eu chamo de deixar as máquinas fazerem o nosso trabalho! Recentemente eu estava com muita preguiça de escovar os dentes, mesmo que nunca tenha deixado de fazê-lo. Tenho duas dentistas na minha família e elas sempre disseram que a escova de dentes elétrica não presta, principalmente aquela que fica girando em círculos. Esses dias, achei uma relativamente barata e que não gira, só tem não sei quantas vibrações ultrassônicas por segundo. Que benção! Os dentes saem ultra lisinhos. E a hora de escovar os dentes, que antes era um pé no saco, se tornou motivo de diversão.
Comecei a ler o livro de Heated Rivalry, que é muito bom e muito fofo e tudo mais. Mas, gente, é também muito sexo! Eu sabia que seria assim porque eu assisti à série e tudo mais. No final das contas, eu diria que simplesmente não é um bom livro para ler antes de dormir, porque você está lá toda plena, com os dentes escovadíssimos, sob as cobertas quentinhas, de pijamas, só esperando para cair no sono... lendo sobre a vida de Shane Hollander, sobre os comerciais que ele vai gravar, os jogos que ele vai jogar, sobre como ele se sente com tudo isso sendo apenas um jovem de 19 anos e de repente, do mais absoluto NADA, Illya Rozanov chega e PRONTO. Simplesmente sexo. Você não dorme mais!!
Gente, eu sei que depois a história vai ficar fofa, que eles vão se amar muito e tudo mais. Mas o começo do livro é exatamente assim: só sexo. E tudo bem!! Não é uma crítica. Ainda estou no capítulo 7, mas parei de ler esse livro sem parar porque, pra mim, simplesmente não dá pra ler coisas assim todos os dias.
Como no texto passado em que eu citei Heated Rivalry eu coloquei uma foto sem o rosto do Shane, hoje vou deixar uma foto só dele aqui (na verdade, do Hudson Williams, o ator que faz o Shane). Simplesmente por motivos de: eu quero. E porque amo essa tatuagem do Haroldo (Hobbes, em seu nome original). Combina super com a personalidade do Hudson.

Falando nisso, andam dizendo por aí que o Edvin Ryding, ator que fez o príncipe William em Young Royals (que eu também adorei), vai participar da segunda temporada de Heated Rivalry. Estou ansiosa pra esse encontro.
Estou também com um sono absurdo nos últimos dias. Sinto que isso pode ser influenciado por muitas coisas: fraqueza que sinto de vez em quando depois da menstruação; baixa de volume de trabalho e, consequentemente, minha rotina se tornou muito mais calma do que nos últimos dois meses e meu corpo se permitiu, finalmente, relaxar; acesso a coisas muito densas sobre a minha vida durante as sessões de terapia; corte total de cafeína no meu dia a dia, ou, sei lá, só sono mesmo.
Essa coisa da terapia é esquisita porque eu acho que é a primeira vez em muitos anos que estou em contato com alguém que diz que as coisas que eu acho preocupantes realmente são. 99% das vezes eu recebia um “deixa disso”, um “não é tão ruim assim”, ou uma sugestão tipo “ah, é só fazer X que resolve”. De vez em quando escuto de pessoas que são “próximas”, que minimamente sabem o que eu já vivi com esse pessoal, coisas como “não entendo como alguém pode não se dar bem com a família”. É, pois é... talvez você tenha dado sorte de ter uma família maravilhosa, talvez você seja como eles e não se sinta deslocado, talvez você apenas não entenda mesmo. Mas eu sei que esses comentários não são um anúncio de falta de compreensão, mas de falta de vontade de compreender.
Na sessão extraordinária de quarta-feira, a minha psicóloga disse uma coisa que eu ri muito. “Sempre imaginei como seria difícil ser um pensador na Idade Média, como Galileu, Copérnico: que tipo de vida eles levavam? Que sensação de solidão... agora, falando com você, acho que eu entendo.” Ri bastante, mas deve ser difícil mesmo.
Ainda sobre esse papo meio chato, tive um sonho (meio) engraçado: sonhei que o Bear se tornava uma rede social super famosa e que, de repente, minhas primas estavam fazendo textos por aqui. Eu fiquei pra morrer. Fiquei com medo que elas lessem meus textos passados e fui contar para elas que eu tinha um blog anônimo e que os textos não eram sobre elas. Bah!!! O pior é que alguns são. Enfim, gente... que fim de mundo, né não?
Ontem foi aniversário da minha mãe e saímos para comer teishoku. Eu, ela e meu padrinho. O teishoku foi ótimo. Como o pessoal aqui é festeiro, as comemorações vão até domingo. Haja força!!

- E o meu Notion, como anda? Finalizei a leitura do prefácio do Darwin, e simplesmente adorei. Agora já marquei mais uma tarefa para começar, que é a leitura do artigo do Darwin e do Wallace, anterior à escrita de A origem das espécies. Nesse artigo, que está dentro da edição da Ubu, os dois autores discutem coisas que encontraram em comum enquanto faziam pesquisas separadas. Esse momento é o grande proporcionador da Origem, porque é nele que Darwin descobre que outras pesquisas estavam caminhando rumo às mesmas conclusões que as suas. Wallace compreendeu que Darwin tinha uma teoria muito mais elaborada, e resolveu, em vez de “brigar pela paternidade”, dividir os seus conhecimentos, ajudando Darwin a se consagrar como um dos nomes mais importantes dos estudos naturais.


Ainda não acabei a lição 1 de italiano, mas falta bem pouquinho. Também comecei a ouvir um podcast em italiano, da RAI (Radiotelevisione Italiana), sobre os mitos gregos. Não se iludam, não entendo quase nada. É só para me acostumar com os sons, com a atmosfera, com as entonações, conhecer algumas palavras e, aí, quem sabe, entender 1% do que foi dito. Quando eu estudei italiano em uma escola de idiomas, os professores sempre diziam que era importante ficar ouvindo rádio, e, mesmo nessa escola, nas áreas comuns, sempre tinha um som de rádio bem baixinho ao fundo. Quando li esse texto da Luciana, me lembrei na hora da RAI, e decidi que ia dar uma fuçada por lá. Descobri que agora a gente consegue acessar pelo site os “podcasts”, que são, na verdade, programas de rádio que ficaram gravados e, agora, disponíveis para qualquer um. De graça.
Também estou com vários e vários textos semi prontos no meu caderninho para publicar aqui, sobre variados temas. Mas as outras questões me atropelam e eu acabo escrevendo sempre sobre a mais fresca, ou a que eu estou com mais vontade. Por ora, digo que estou lendo também o Frankenstein, de Mary Shelley, que, admito, nunca tinha lido inteiro simplesmente por cagaço. Gente, eu sou muito medrosa pra esse tipo de coisa!! Não gosto de nada que tenha a ver com terror, de vez em quando não gosto nem de saber das histórias, acreditam? Mas sei que o terror tem se tornado, a cada dia que passa, um gênero de muitas referências artísticas, sociais, culturais. Agora que estou com certa companhia aqui no Bear, resolvi tentar novamente. Comecei ontem e estou amando!
Além desses textos que estão no forninho, tenho algumas pequenas mudanças que desejo fazer aqui no blog. Finalizar a minha eterna page do Caderno de mulheres, que é uma ideia que existe desde o início do blog, criar uma sessão de perguntas e respostas (ainda estou pensando no formato certinho), publicar algumas coisinhas que estão paradas há um tempo, criar uma caixa de comentários (se eu tiver capacidade). Enfim, por enquanto, somente ideias.
Estou tomando café para ver se hoje acordo para a vida e se consigo não ficar sonolenta grande parte do dia. Afinal, tenho menos trabalho para fazer, mas ainda é trabalho. Além disso, sinto que estou um pouco carregada emocionalmente. Talvez tire um final de semana aqui do blog, talvez não. Vou deixar na mão do meu eu de amanhã, e de como ele vai se se sentir.
Obrigada pela companhia de sempre,
Uma garota de 30 anos
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