Pequenas atualizações da minha vida
Pequenas atualizações da minha vida, a quem possa interessar. Aviso: são de caráter totalmente particular e talvez desinteressante.
Consegui aquele trabalho que venho falando com vocês que envolve leitura e escrita. É um trabalho temporário em uma editora de livros didáticos. Ontem recebi os primeiros materiais para revisão e estou animada e um tanto preocupada, porque acho que isso vai tomar bastante do meu tempo e do meu cérebro. Sei que não vou mais conseguir dar o meu 100% aqui nos textos do blog, e isso me entristece um pouco. Mas vou continuar, mesmo que às vezes eu venha com 70%, 50%... já aviso que alguns dias posso chegar aqui lá pelos 10%.
Com a conquista do trabalho temporário e a saída do desemprego, comecei a ter vontade de comprar as coisas. Eu não sou uma pessoa consumista e nem tenho apreço por marcas caras etc e tal. No entanto, vinha diminuindo minhas despesas o máximo possível, uma vez que o dinheiro não estava entrando tanto quanto antes. Como minhas primeiras aquisições, comprei um pincel de aquarela profissional (coisa que desejo há mais de anos – agora sinto que chegou o momento, porque eu finalmente me sinto capaz de entendê-lo), um sketchbook de aquarela para testar a sensação de pintar em um caderno, um moletom em um bazar aqui da rua por 10 reais, hashis de metal para comer igual aos personagens de dorama, e, como sempre, livros. Nem todos eles chegaram, ainda estão a caminho via correios. Os que chegaram: Os parceiros do rio Bonito, de Antonio Candido, que comprei por conta da pesquisa porque envolve o universo do caipira, e A leste dos sonhos, de Nastassja Martin porque estou amando ler o Escute as feras. Esse, pelo que eu entendi, é resultado da pesquisa acadêmica que ela fez sobre o povo even, da península de Kamtchátka.

Escrevi um texto que me orgulhei muito e que estreia a série Caderno de mulheres, que em breve vai ficar como uma page aqui no blog. Pretendo deixar esse caderno bem recheado, mesmo que não seja com tanta constância. São tantas coisas incríveis que as mulheres fazem, pequenas e também grandiosas. Queria reunir tudo isso em um lugar meu, e aproveitei para dividir também com vocês. Se você ainda não leu, vai lá! Esse primeiro é sobre Louisa May Alcott, o livro Little women (1868), o filme Adoráveis mulheres (2019) e outras coisitas mais.
Abriu um Starbucks na esquina da minha casa e isso me deixou extremamente feliz de um jeito inesperado. Eu tenho uma história com esse café de muitos e muitos anos – e não é fetiche pela marca. Ele era o meu refúgio quando eu precisava sair de casa a todo custo, simplesmente porque você pode ficar horas por lá e ninguém vem te encher o saco falando pra você sair. Só que ele ficava meio longe de mim, tinha que pegar transporte público para chegar lá e andar mais um pouquinho. Me senti dentro de uma pintura surrealista quando percebi, no domingo passado, que um desses abriu aqui na esquina. Pretendo ir lá em breve, quem sabe até para escrever um texto para o blog tomando o meu chocolate quente.
Chegamos aos mais de 300 visitantes por aqui, com menos de um mês de blog no ar. Não sei nem como me sentir em relação a isso. Com certeza era uma coisa que eu não esperava quando comecei a escrever esses textos. Sempre imaginei esse lugar como um diálogo interno, e é incrível ver que tantas pessoas já leram essas conversas solitárias. Uau! Estou muito feliz com essa perspectiva que vocês me abriram. Na verdade, até extasiada.
Também estou insana com a Copa do Mundo a ponto de sonhar que presencio Lionel Messi jogar bola. Isso já está ultrapassando todos os meus limites...
Por hoje é só, pessoal! Hoje de tarde vou dar início às revisões do meu trabalho novo. Me desejem sorte, paciência e torçam para que o texto chegue em minhas mãos já moderadamente bem escrito.
Com amor,
Uma garota de 30 anos
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