A vida de uma garota de 30 anos

Os nossos 20 e poucos anos

Esse fim de semana foi cheio de coisas aleatórias, então esse texto vai ficar um pouco aleatório também. Finalmente os eixos da minha vida estão voltando a se encaixar, mesmo que possa parecer o contrário. Com isso eu quero dizer que o trabalho está, aos poucos, deixando de ditar todas as minhas decisões. Ah... como eu me sinto aliviada com isso!




Já paguei a minha língua em relação ao signo de Libra, e agora foi a vez do signo de Aquário. Durante o final de semana, fiz a aula do meu curso de Astrologia sobre esse signo e, para variar, saí de lá encantada com o que me foi proposto. Estou descobrindo que, quanto aos signos, tudo aquilo que eu “não gosto” na verdade se trata mais de uma falta de conhecimento e de entendimento da proposta.

Aquário foi um signo diferente, porque, por mais que ele seja um signo completamente voltado para o coletivo, ele me botou pra pensar também na autenticidade individual. Essa percepção pode ser fruto da minha introspecção dos últimos dias? Talvez. Mas sinto que Aquário é um signo que nos dá coragem para ser quem somos e para imaginar o tipo de relação que podemos criar quando nos colocamos de forma genuína diante do mundo.

Aquário é também o signo das tecnologias e do futuro, regido por Saturno (peso, tradição, passado) e Urano (moderno, futurista). Isso significa que a construção desse mundo futuro, ideal, maravilhoso virá, também, de algum lugar do passado, da nossa relação com ele, da construção de quem nós somos por meio dele. Do ponto de vista coletivo e social, uma coisa meio à la Ailton Krenak: o futuro é ancestral.




Mudando de pato para ganso, ontem foi aniversário da minha prima e fizemos um fondue seguido de bolinho para ela, aqui em casa. 25 anos. Eu achei engraçado porque a primeira coisa que ela comentou foi sobre o cérebro ter se formado só agora e tudo mais. Mas eu logo disse para ela: exatamente, seu cérebro só se formou agora. De vez em quando, as pessoas acham que essa formação do cérebro é o que as leva para uma “maioridade de fato”. No entanto, eu, agora nos meus 30, vejo que na verdade essa formação dos 25 é quase como um novo nascimento. É agora que você vai começar a viver no mundo de uma maneira diferente, de acordo com seus parâmetros, mais fortes, menos envolvidos e dilacerados pelo entorno. É também agora que começamos a olhar para as nossas versões do passado de uma maneira mais criteriosa.

Outra coisa aleatória que aconteceu: minha mãe tem um amigo que é cabeleireiro e eu marquei com ele de cortar o meu cabelo aqui em casa mesmo, porque está muito frio e o salão dele é do outro lado da cidade. E assim foi. Cortamos cabelo, comemos fondue, falamos sobre Harry Potter e a vida das divas do pop, cantamos parabéns e nos empanturramos de chocolate em um domingo à noite. É claro que eu não consegui dormir cedo e fiquei acordada até às 2 horas da manhã por causa de um pedaço de bolo de chocolate com muito açúcar. Taí algo que não aconteceria antes dos meus 25.


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Esquecemos de comprar velas, então foi essa improvisada mesmo.




Outra coisa que eu fiz foi ler bastante Heated Rivalry. Gente, precisamos urgentemente conversar sobre Ilya Rozanov. Ok, todo mundo sabe que ele é lindo e o propósito desse tipo de série/livro é todo mundo ser lindo mesmo. Agora, o que me chama atenção em Ilya são outras coisas.

Primeira coisa: o senso de humor. É muito engraçado ler os diálogos dele!! Creio que essa graça vem de um lugar de deslocamento, porque Ilya é um garoto russo vivendo uma vida “americanizada”. Então ele quase sempre é direto demais, espalhafatoso demais, ingênuo ou malicioso demais. E, além disso, ele gosta mesmo de ser meio palhacito, o que deixa tudo muito mais hilário.

Segunda coisa: talvez o que faça de Ilya um ser extremamente magnético não seja tanto a sua beleza, mas a sua confiança. Ah! Falando no assunto... é aquela confiança que temos nos nossos 20 e poucos anos. Quanto mais eu cresço, mais eu mesma sei que me torno a cada dia mais cagona. É porque a nossa coragem dos 20 e poucos é uma mistura de inconsciência com audácia que a gente vai perdendo ao conhecer com mais calma as coisas da vida. Ou, para sermos generosos com nós mesmos, os 30+, a gente vai se tornando mais corajoso para outras coisas, e deixando de lado esse mundo tão cheio de sucessos que vieram só por um milagre, só por que alguma outra coisa além de nós também achou que era de bom tom nos favorecer. Esse é o tipo de sucesso que alcançamos só por um triz, de tanto perigo que chegamos a correr, quando estamos vivendo lá os nossos 20. Isso é Ilya Rozanov.

Terceira coisa: Ilya não fica desconfortável em si mesmo nunca. Está sempre feliz por ser quem ele é, mesmo em uma família totalmente lascada e em um país extremamente violento para qualquer pessoa que não seja heterossexual. Ele não abre mão de si.

Quarta coisa: Ilya está sempre nem aí para as convenções. Se diverte em ser meio rebelde, sabe que chama a atenção e gosta disso. Poderia ser extremamente irritante, se não fosse genuíno. Ilya é russo, como eu já disse logo acima, mas no fandom do Twitter da América Latina Ilya é resumido em uma palavra: “maradoniano”.


Ilya
Ilya responde para o jornalista que o pergunta sobre a sua promessa de 40 gols em sua temporada de estreia: “Não, eu nunca disse 40 gols. É uma mentira. Um mentiroso te disse isso. Eu disse 50”.


Ah, e mais uma coisa que eu pesquei do fandom do Twitter, na época em que eu usava: não existe ninguém melhor para interpretar Aquiles em uma possível adaptação de A canção de Aquiles, de Madeline Miller, do que o ator que faz Ilya Rozanov.




Por fim, a saga dos teclados. Estava eu aqui em casa a fim de comprar um teclado para o meu tablet. Comprei um vagabundo e devolvi. Comprei outro, mais robusto, o Peeble K380s da Logitech. Eu queria um teclado pequenininho para carregar por aí na bolsa e usar para escrever as coisas aqui do blog e outros textos.


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Eis que eu leio esses dois textos aqui de uma tacada só e fico morrendo de raiva de não ter lido antes!!

Adivinhem o que eu fiz, já que estava descontente com a minha compra atual. Pois é, solicitei, na madrugada de ontem, depois de perder o sono por causa de um bolo de chocolate, a devolução do meu teclado da Logitech. E, completamente influenciada pelos blogueiros, comprei um pequenininho da Redragon quase às 2 da manhã, deitada na cama debaixo de 5 cobertas para me proteger do frio. Quando chegar eu mostro aqui para vocês também!

Agora pensando aqui, essa foi uma atitude meio “20 e poucos”, não é? É porque, mesmo com os nossos 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, 100, nós nunca deixamos de ser, também, quem verdadeiramente somos.






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