Medo do BEDA
Gente, confesso que estou começando a ficar com um pouco de medo do BEDA (blog every day August – escreva todo dia em agosto). Rapidamente, vocês podem objetar: como assim? Não é você que escreve todos os dias? Sim, pois é, pois é... mas acontece que eu também gosto de ler o que vocês escrevem sempre que posso, e gosto de ler tudinho mesmo. E, agora, percebo que vocês estão todos muito quietinhos, só preparando o arsenal em casa. Quero ler tudo! Mas será que vou dar conta?
Me pergunto isso porque acompanho muitos blogs incríveis, aqui no Bear e em outras plataformas. E, além disso, fui promovida para um cargo mais alto na editora para fechar o projeto nesse próximo mês! Ou seja, o BEDA vai coincidir com esse cargo novo, no qual eu ainda precisarei me adaptar ao novo fluxo de trabalho. Torço genuinamente para que tudo dê certo. Que eu consiga escrever os meus textos, ler o de vocês e trabalhar em um ritmo cadenciado, que permita outras coisas para a minha cabeça e para a vida em geral. Em relação a essas situações, sou otimista. Procuro sempre confiar antes de desconfiar. Muitas vezes já escrevi aqui que eu torço para que as coisas deem certo, e no final das contas, elas deram. Será um novo tipo de magia? Então, escrevo aqui: vou torcer para dar certo!
Mas, independentemente de dar certo, estava pensando aqui comigo em como vou aproveitar esse momento do BEDA. Como as palavras serão de suma importância nesse mês, pensei em trazer alguns posts mais visuais, com mais imagens, obras de arte etc. e tal. Quem sabe finalizo aquela série do Van Gogh, que comecei no início do blog e que tem como objetivo explorar imagens incríveis. Quem sabe até abordo algumas páginas do meu sketchbook, mostro algumas pinturas que fiz antigamente e outras coisinhas assim. Assim consigo trazer um alívio para os meus olhos e, quem sabe, para o de vocês, que estarão com os Feed RSS inundados de palavras. Que benção!
Outras coisinhas que estão acontecendo por cá:
- Por falar em palavras, me sinto cada vez mais capaz de ler obras que antes eu considerava difíceis. Estou a fim de me esbaldar mesmo em A origem das espécies. Fiquei encantada só de ler o prefácio. Confesso para vocês que na grande maioria dos casos eu pulo os prefácios e os leio depois que finalizo a obra. Mas com Darwin é um pouco diferente, porque essa é uma leitura densa que exige alguma contextualização teórica e histórica. Eu já conheço o trabalho do Pedro Paulo Pimenta há muito tempo, e quando descobri que ele seria o tradutor e prefaciador desse livro que possui um peso gigantesco na história, fiquei automaticamente desejando comprar essa edição específica – que, além de excelente pelos motivos já citados, é linda. E, uau, confesso que me surpreendi quando notei que o livro foi lançado em 2018. Para vocês verem como é o desejo... estou há 8 anos querendo esse livro!

Estou também pensando em me aprofundar cada vez mais em História Antiga e na mitologia grega, por conta de possíveis projetos futuros que podem me encontrar. Esse assunto me deixa muito feliz, animada, disposta diante da vida. No sábado de manhã, começa o meu curso sobre a deusa Ártemis, que eu comentei aqui com vocês. Estou muito empolgada.
Recebi uma proposta de trabalho em outra editora, para ser iniciado ainda esse ano, na área de História e Geografia do Ensino Fundamental. Achei super interessante, porque nesse lugar eu terei mais autonomia para fazer as coisas que eu acredito que são boas para a educação dos pequenos. Será um trabalho de grande responsabilidade, mas acredito que tenho capacidade para realizá-lo. Só dá aquele friozinho na barriga, que, com certeza, também é normal.
Minha psicóloga volta das férias amanhã. Amém!
Apareceu aqui para mim, na aba do Discover, o Código de conduta do Bear Blog. Não sei se foi só para mim, porque, coincidentemente, vi que ele estava ali no dia seguinte em que questionei aqui a sumida do texto da Diel, ou se para todos nós. Acabei lendo o tal Código e achei interessante essa postura: “o mundo não precisa de mais um X/Twitter”1. Definitivamente não precisamos. Como vocês podem ver, eu me deixo levar pelos bons argumentos, mesmo quando eles são curtos.
Tive um sonho estranhíssimo essa noite. Empacotava todas as minhas coisas em malas gigantescas. Três pessoas se encaminhavam rumo à varanda do quarto de hotel no qual eu estava e, quando chegavam lá, percebiam que o chão não tinha fundo e morriam depois de despencar por inúmeros andares. Uma coisa horrorosa.
Em meio a tantas alegrias, engrandecimentos, medo do BEDA e sonhos estranhos, é claro que há também presenças incômodas, dias em que acordo do avesso, entreveros e desarmonias. No entanto, me sinto cada vez mais forte, cada vez mais capaz de focar aquilo que me faz bem, que me importa de verdade. Sinto que me torno cada vez mais alguém que consegue desviar o olhar.
A menstruação se aproxima, mas o otimismo se mantém. Coisa rara!
Parentes estão para chegar e ficar “de pouso” por alguns dias. Otimismo se mantém? Coisa difícil!
Beijos,
Uma garota de 30 anos
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E, aqui, não digo que o texto da Diel tenha sido como uma mera polêmica de Twitter. Pelo contrário, acho que ela deu voz ao sentimento de muita gente.↩