A vida de uma garota de 30 anos

O que tenho lido? (Outono de 2026)

Tive uma ideia que acho que vai me ajudar a organizar as coisas no blog e na vida também. Sabe quando a gente fica lá com o livro na mesa de cabeceira, sem lê-lo por semanas, e ainda assim sai falando para as pessoas “eu estou lendo um livro que fala sobre (inserir aqui qualquer coisa)”? O livro está lá, intocado, juntando até poeira. E nós aqui, a afirmar para os outros e (o que é pior) para nós mesmos que “estamos lendo aquele livro”. Eu tenho esse vício na vida: nunca sei quando eu realmente vou continuar lendo o livro ou se eu me cansei dele, desisti, achei companhia melhor – sem juízo de valor, às vezes as coisas só não se encaixam.

Pois, então, resolvi eliminar esse vício da minha vida. Uau! Isso quer dizer que eu vou ler todos os livros do início ao fim e me torturar caso eu não consiga? Claro que não! Vocês me conhecem: sou do tipo que lida com o que tem antes de criar metas impossíveis e, por vezes, malignas para nós mesmos. Com isso em mente, decidi que vou me organizar assim: no final de cada estação, venho aqui no blog fazer um texto sobre o que eu li naquele período. Essa lista vai ser bem sincera mesmo. Pode ser que eu escreva sobre o livro X: li só o prefácio e deixei pra lá. Sobre o livro Y: gostei tanto que até perdi horas de sono para não o abandonar. Sobre o livro Z: achei que ia ler e acabei lendo nada.

Depois de feita essa lista, vou deixar esse texto salvo na Biblioteca e, por lá, vou atualizar com a lista dos livros da próxima estação. Assim consigo também organizar a minha mesa de cabeceira e evitar que as coisas fiquem se acumulando sem utilidade: abrir espaço para a minha bagunça ativa, e deitar fora o que é só “aparência de atividade”. Talvez tudo isso tenha ficado muito confuso para vocês. Talvez vocês entendam melhor se eu simplesmente fizer a coisa toda, em vez de ficar aqui explicando.

Só mais uma coisinha, a título de não criar expectativas altíssimas sobre esses textos: não vou fazer uma resenha completa de cada livro e nem nada desse tipo. Eles serão sobre coisas mais simples, até para que eu mesma me recorde de alguns aspectos dessas leituras. Ou seja, falarei sobre coisas como: por que eu decidi ler esse livro, o que me interessou muito, o que eu não gostei, coisas que eu me lembrei enquanto eu os lia etc. e tal. Enfim, vocês vão entender melhor se eu simplesmente fizer. Bora lá!!


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Literatura

1. Escute as feras, de Nastassja Martin (74/106 páginas)

Esse aqui foi disparado o meu preferido da estação. Só não terminei de ler porque me vi atropelada por diversas demandas que tomaram a minha cabeça. Desde que soube do lançamento desse livro fiquei com vontade de lê-lo. Acho que o título é muito atraente. Ele te convida. A leitura é fluida, a escrita é leve. É como se ela estivesse contando especialmente para você tudo o que viveu depois de ter sido literalmente atacada por um urso na Rússia. As histórias dos hospitais, da família, dos amigos, da relação com ela mesma, dos pensamentos que ela teve sobre o povo even, os animais, os ursos. E, aqui, é literalmente mesmo, tá? Estou falando isso porque me divirto com o uso de “literalmente” quando a pessoa fala uma coisa que não é nada literal. Enfim, Nastassja foi realmente atacada por um urso.

Conheci a autora por meio desse livro e já fiquei com vontade de ler tudo que ela escreveu. Sinto que temos muitas coisas em comum pelo fato dela ser antropóloga e interessada em povos ditos “à margem” da sociedade. Escrevi algumas coisas sobre trechos desse livro em outros textos, então não tenho muito o que acrescentar por hora. Pretendo terminá-lo no inverno desse ano, então muito provavelmente ele ainda tornará a aparecer por aqui.

Se você se interessou pelo assunto, sugiro que leia esses outros textos:


2. A metamorfose, de Franz Kafka (44/110 páginas)

Kafka é sempre Kafka. Não tem como ser ruim. Ruim mesmo é a sensação que a gente fica quando lê Kafka. Me lembro de ter lido A metamorfose lá pelos meus 13 anos e de ter uma experiência perturbadora. Mas como já havia se passado muitos anos, eu não me lembrava de o livro ter uma narrativa tão visual, tão incômoda e nojenta. Confesso que não consegui passar da página 44 simplesmente por esse motivo.

Um fato curioso é que Kafka foi um dos meus primeiros autores e, por isso, eu li muitos livros dele ao longo da minha vida: Carta ao pai, O artista da fome, pedaços de O processo e de seus Diários, Na colônia penal. E, por motivos diversos (doações, empréstimos não devolvidos, vendas), só me restou uma edição de seus Diários aqui em casa, porque é uma aquisição mais recente. Tudo que tenho de Kafka está dentro da minha mente, e não empilhado nas minhas estantes.

Caminhando no sebo em um dia qualquer, com a saúde em um período muito frágil, fui atraída por uma edição lindíssima de A metamorfose. Fazia um tempão que eu não lia Kafka e comprei, mais pela edição mesmo e pelo fato de não ter quase nenhum livro desse autor adorado ao longo da minha adolescência aqui comigo. Decidi reler e, bom... vocês já sabem. No dia da compra dessa edição, conversei com o moço do caixa do sebo. Disse que a edição estava linda, e ele respondeu: Kafka agora está na moda. Eu sorri e disse: é... Kafka é sempre Kafka.

Deixo aqui a foto para vocês verem a edição linda que comprei no sebo, por 14 reais. Espero acabar de lê-la nesse inverno. Mas confesso que desconfio da minha capacidade de suportar enjoos nesse curto período. Quem sabe.


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Também recomendo o texto do th sobre esse mesmo livro. Aqui ele aborda mais coisas do que eu disse, mas pode ser que todas elas estejam relacionadas com esse mal-estar que Kafka consegue despertar em todos nós. Segue o link:


3. Norwegian Wood, de Haruki Murakami (146/355 páginas)

Esse aqui é um babado. Preciso até respirar fundo para começar a falar dele. Eu sabia que Murakami era meio famoso por conta da polêmica de seus personagens femininos e da sua visão sobre as mulheres em geral. No entanto, não acredito que ninguém se torna um artista tão gigantesco sem ter algo que seja minimamente interessante. E posso dizer que, sim, Norwegian Wood é muito interessante e, ao mesmo tempo, incômodo.

“Incômodo por quê?”, vocês me perguntarão. Nem eu mesma sei explicar. Esse é o problema. Esse tema me consome de um jeito diferente. Preciso de palavras mais exatas do que aquelas que eu conheço para tratar desse tipo de delicadeza. Não acho que Murakami diminua de fato as mulheres, mas acho que ele as vê da perspectiva de um homem que ele mesmo cria, um homem que é, digamos, meio estranho, porque o autor assim o deseja. O que é Murakami e o que é literatura? Essa é a pergunta que fica. De vez em quando, isso me move adiante. Outras vezes, não gosto de tanta dubiedade em relação a esse tipo de questão. Talvez, vez por outra, eu jogue todos os homens pela janela mesmo. Isso não é uma coisa especial que tenho com Murakami.

Ontem mesmo vi uma entrevista em que o autor fala sobre essa questão homem-mulher em seu mais novo livro, A cidade e suas muralhas incertas. Ao que tudo indica, esse é um tema recorrente em suas obras. Ele diz que a perspectiva das mulheres é, hoje em dia, muito valorizada. Norwegian Wood foi escrito em 1987 e isso certamente deve ser levado em conta. No entanto, tanto em 1987 como em 2026, Murakami parece saber bem que fala de um lugar específico. Afinal, ele mesmo afirma: “claro, só posso imaginar como as mulheres veem o mundo”1.

Enfim, vocês viram que dá pano pra manga. Quando eu tiver a exigida paciência acredito que voltarei para finalizar esse livro. Tirando essa questão, que, no entanto, é central, o livro é agradável. A escrita é muito interessante, a construção do ambiente colegial é fantástica, as características da relação pais-filhos de um Japão do final da década de 1960 são muito bem trabalhadas.


4. Para o meu coração num domingo, de Wisława Szymborska (78/337 páginas)

Szymborska tem a sua obra e a sua vida atravessadas pelas questões mais prementes do século XX: a Segunda Guerra Mundial e os efeitos da Revolução Russa no leste europeu. Estudei em demasia isso durante a faculdade, até as náuseas (também literalmente). São temas que mexem demais comigo. Acredito que ela tenha a capacidade de transformar toda aquela realidade em poesia. No entanto, tenho que admitir que, talvez pelas minhas náuseas passadas, eu não consigo mais me permitir tamanho envolvimento com esse tipo de questão. Talvez para quem vive aquela realidade, escrever sobre esse esses temas fosse uma coisa mais cotidiana. Nada do que ela diz é, para nós, que já estamos um pouco distantes desse contexto, algo “comum”, algo que nos conecta sem esbarrar em muitas outras coisas.

Dito isso, não é como ler, por exemplo, os poemas de Hilda Hilst ou a prosa de Clarice Lispector, que também nos desconcertam, mas em coisas mais próximas do coração. Ironicamente, Szymborska escreveu esse livro para o seu coração, mas ele parece, para nós, um coração de outros tempos, de outra natureza... Ele pertence a um mundo muito maior, mais incerto, mais perdido. As poesias dela nos revelam que os homens são ossudos, os relógios estão em toda parte, as visitas são no hospital, as viagens são desencontradas, os olhos são contagiosos. É uma vida de destino alheio. Estranhamento. Essa coisa tão distante e tão absurda é, ao mesmo tempo, aquilo que nos fundamenta. Não se enganem: a nossa realidade é quase que por completo baseada nos efeitos dessa configuração política, social, antropológica, filosófica, espiritual do século XX. Nós só adicionamos uma cobertura de chocolate e muito granulado por cima. O livro é ótimo, mas a sensação é essa mesmo. Longe-perto. Estranhamento.

Coincidentemente, fiz um texto sobre esse livro no dia em que estive no hospital fazendo exames de sangue. Segue o link:


5. Os gatos do Louvre (vol. 1), mangá de Taiyo Matsumoto (185/230 páginas)

Lindo, lindo, lindo, lindo... coisa primorosa mesmo. Não posso contar nada, vocês têm que ver. É daquelas coisas que tocam no coração e deixam a gente quentinho antes de dormir.


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Arqueologia, Filosofia e Estudos Sociais

Os livros 6, 7 e 8 fazem parte de um estudo que foi crescendo em mim depois que eu descobri que a Odisseia seria lançada nos cinemas esse ano, pelo diretor Christopher Nolan. Sempre fui apaixonada por História Antiga e por Homero. Tenho delírios com A Ilíada de vez em quando, desde que a li pela primeira vez em uma versão infanto-juvenil aos meus 13 anos. Não é nem brincadeira. Então, quis dar uma retomada nesse assunto e em algumas pesquisas que eu sempre fiz esparsamente ao longo dos anos.

6. O que aconteceu na História, de Gordon Childe2

Esse aqui eu peguei para entender melhor o que se passou na Idade do Bronze. Serviu muitíssimo bem para o meu propósito. Além disso, Childe é um arqueólogo, o que é muito interessante do ponto de vista do tipo das discussões que ele levanta. São coisas muito concretas: quando foram utilizadas as rodas na produção de cerâmicas e nos carros de tração de bois? Onde os cavalos foram domesticados? Onde, quando e por que os metalúrgicos surgiram? Tudo isso com uma riqueza de detalhes, com nomes de sítios arqueológicos e contextualização ambiental para os fatos históricos revolucionários da história do bicho-homem. Coisa bem feita.

Fiz um texto sobre ele aqui, e pretendo fazer outro sobre metalurgia, que fiquei devendo. Se quiser dar uma olhadinha, é só clicar no link:


7. A Ilíada de Homero e a Arqueologia, de Camila Zanon (54/198 páginas)

Esse aqui é na verdade a dissertação da Camila Zanon. Se você tem interesse em entender qual é a relação dos achados arqueológicos no sítio de Hissarlik com a Guerra de Troia, transformada em poesia por Homero na Ilíada, essa é a melhor fonte possível em português. Trabalho cuidadoso, calmo. Feito para você entender. Se você ficou curioso para saber quais eram as anotações no meu caderno de Arqueologia, extremamente organizadas e em letra miúda, eram sobre essa pesquisa da Zanon.

Conheci esse trabalho por meio da participação que ela fez em um podcast sobre monstros na poesia de Homero e Hesíodo, seu tema de pesquisa no doutorado. Adoro ouvir esse tipo de papo enquanto lavo louça, arrumo as roupas no armário, dou uma geral na casa. Faz bem pra saúde!

A quem possa interessar, segue o link do podcast:


8. Aquiles ou Ulisses?, de Pierre Judet de La Combe (29/63 páginas)

Seguindo o ritmo dos estudos sobre Homero, li grande parte da conferência de Pierre Judet de La Combe sobre os dois heróis da Ilíada e da Odisseia. Preciso confessar que fiquei em uma sina arqueológica com Aquiles, então ainda não consegui me aprofundar muito em Ulisses. Essa conferência foi dada para pessoas muito jovens, o que favorece o entendimento de temas complexos e o tom quase informal do autor. É um livro que aborda pontos cruciais dessas duas grandes obras, sem complicar muito, mas sem subestimar a inteligência dos adolescentes. A seção final é destinada a perguntas, e é revigorante ler a conversa que ele teve com os seus interlocutores. Escrevi que li até a página 29, mas li grande parte da conversa do final, o que dá quase o livro inteiro. Pulei só a parte do Ulisses, coitado, sem nenhum ranço específico. É só porque eu estava na sanha do Aquiles mesmo.

Aliás, com essa leitura, aproveitei para me aprofundar no tema da morte entre os gregos e da relação entre poesia épica e tragédia. Nesse momento específico, queria saber o que significava para eles morrer jovem e em combate, como Aquiles. Para isso, li “A tragédia de Heitor” e “A ‘bela morte’ de Aquiles”, do historiador Jean-Pierre Vernant, em Entre mito e política. Tudo muito bom, muitas dúvidas começaram a se resolver.

Engraçado que, agora parando pra pensar no título do livro, descobri que sem querer (ou nem tão sem querer assim) acabei escolhendo Aquiles em vez de Ulisses. No entanto, quando eu li as primeiras páginas em que o autor diz que o título é só uma provocação, que não precisamos escolher entre um e outro, eu não pude concordar mais. Vejam só que piada!! Deixei tudo sobre o Ulisses de lado.


9. Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda (60/232 páginas)

E, de repente, voltamos para o Brasil, com Sérgio Buarque de Holanda. Interrompi meus estudos arqueológicos e literários dos gregos para me voltar para o Brasil por conta de um projeto de pesquisa que venho comentando aqui com vocês. Não pretendo me alongar muito sobre isso porque não quero me enjoar do tema antes de concluir o projeto.

Em outro momento, escrevi aqui que sempre tirei boas notas nas disciplinas de sociologia brasileira, mas eu mesma não sentia que entendia nada. Não sei se é necessariamente o amadurecimento que muda o nosso olhar nesse tipo de questão, mas sinto que domino completamente Raízes do Brasil, ainda que eu esteja em suas primeiras páginas nessa releitura. Diferentemente do meu período na faculdade, sinto que tenho estofo para sustentar o debate, que tenho parâmetros meus para avaliar o que é dito, que tenho como conversar. Está sendo bom esse retorno às raízes dos meus estudos, a possibilidade de um novo projeto de pesquisa. Melhor ainda está sendo conseguir levar tudo isso numa boa, sem pressão para saber de tudo, sem desespero. Só amor pelo conhecimento.


Biografia

10. Louisa May Alcott (vida, cartas e diários), de Ednah Dow Cheney (40/365 páginas)

Esse eu peguei para ler por conta da série Caderno de mulheres que eu comecei aqui no blog. Queria encontrar algumas coisas sobre a vida de Louisa May, e confirmar outras que eu já sabia. No entanto, duas coisas me atrapalharam com essa leitura.

  1. A diagramação dele é um pouco confusa e desordenada. Acredito que por ser um livro muito barato, a preocupação da editora não foi tanto para esse caminho. Ele aborda eventos cronologicamente, mas, como mistura cartas, diários e a voz de uma terceira pessoa, que era conhecida de Louisa, a coisa fica um pouco perdida.

  2. A ideia do meu Caderno de mulheres era tratar de coisas pontuais e eu já estava querendo abarcar o mundo. O primeiro texto ficou super elaborado porque eu tratei da história do livro, de Louisa, do filme, das atrizes e da diretora. Ufa! Já foi coisa demais. O resultado ficou bom, mas se eu tivesse acrescentado ainda as coisas que descobri por meio dessa biografia, acho que a essência dele se perderia. Por isso, abandonei.

O texto número um do Caderno de mulheres está aqui:



Gente, ficou enorme esse texto de hoje! Pensei em dividir em duas partes, mas acho que isso quebraria a ideia inicial que é deixar concentrado em um lugar só as leituras de outono de 2026.

Notei que ao longo do texto acabei falando bastante sobre náuseas e enjoos. Devo ter sido tomada pelo fato que estou realmente muito enjoada desde ontem à noite, e levemente enjoada há uns 3 dias. Acho que, a essa altura, já misturou TPM, com efeitos da infusão, com reações que tive a remédios, com remédios que tomei para minimizar esses efeitos, com nervosismo antes do jogo do Brasil.

Enfim, essa estação foi bem maluca e passou por muitos assuntos diferentes, talvez por isso o texto tenha ficado tão grande e cheio de coisas que não conversam umas com as outras. Na realidade, elas têm um ponto de convergência: a minha vontade gigantesca de conhecer, conhecer, conhecer... acaba dando nisso.

Um beijo para cada um de vocês, e boa sorte para todos nós no jogo de hoje.


Com amor,

Uma garota de 30 anos



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  1. Uol notícias. Murakami lança novo livro e diz que seus romances são “diferentes” da literatura gerada por IA. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2026/07/03/murakami-lanca-novo-livro-e-diz-que-seus-romances-sao-diferentes-da-literatura-gerada-por-ia.htm

  2. Não sei quantas páginas li ao todo, porque li capítulos diversos. Aliás, muitos livros que não são de literatura eu faço uma leitura meio recortada. Então essa contagem de páginas não é propriamente adequada, e também não quero que ela seja utilizada como um medidor. Acho que ela funciona mais para vocês saberem que eu não li o livro todo e talvez nem tenha tanta propriedade assim para falar o que eu falo. Ou talvez você também tenha lido algum desses livros e, agora que você sabe até onde eu li, nós podemos trocar sobre questões específicas daqueles trechos selecionados. Eu quero que as coisas sirvam para nós, e não que nós sirvamos às coisas. Tenho pavor de determinado tipo de influencer que se utiliza dessa contagem de páginas para ficar “propagandeando” que “leu muito”, e percebo que as pessoas no geral são meio enlouquecidas com esse tipo de coisa!!! Calma! Ler é uma coisa deliciosa.